Árvores, clima e justiça social: palestra integradora do projeto “Árvores de Valor Histórico-Cultural e Paisagístico de São Luís” mobiliza estudantes do IEMA


Por em 25 de agosto de 2026



Como a presença de árvores e a falta de sombra afetam o dia a dia dos cidadãos de São Luís? Esse foi o ponto de partida da palestra realizada no dia 21/08 para alunos do IEMA. A ação, conduzida pela Assessora-chefe, Profª. Ariadne Rocha, da Assessoria Especializada na Articulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/UEMA), faz parte do projeto “Árvores de Valor Histórico-Cultural e Paisagístico de São Luís”.

                   

Fruto de uma articulação interinstitucional que reúne o Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), o Instituto Municipal da Paisagem Urbana (IMPUR), o IEMA e a UEMA, a iniciativa visa aproximar a juventude da conservação das árvores do patrimônio natural e paisagístico da capital. O encontro provocou os jovens a perceberem a arborização, para além de um elemento estético, como uma infraestrutura viva fundamental para a saúde pública e a qualidade de vida.

Partindo da realidade imediata dos estudantes, o trajeto diário entre a casa e a escola, a palestrante convidou os participantes a refletirem sobre a presença das árvores em suas rotinas, seus usos, serviços ecossistêmicos e a nítida diferença de temperatura entre vias arborizadas e áreas tomadas pelo concreto e asfalto.

Durante a atividade, foram destacados os múltiplos serviços ecossistêmicos oferecidos pelas árvores nas cidades: desde o sombreamento e a melhoria do microclima até a infiltração de água no solo, redução de alagamentos, conservação da biodiversidade urbana e armazenamento de carbono. A discussão enfatizou que arborizar uma capital não termina em simplesmente plantar mudas: exige planejamento técnico, escolha de espécies adequadas e cuidados contínuos ao longo do tempo.

                   

Um dos momentos mais marcantes da roda de conversa foi o destaque sobre a Justiça Climática. Através de provocações práticas e relato dos jovens, pode-se demonstrar que os impactos das mudanças climáticas e das ondas de calor extremo não atingem a população da mesma maneira. Exemplos do cotidiano como a diferença entre aguardar o transporte público em uma parada sem sombra ou utilizar transporte climatizado; ou a exposição ao sol de quem trabalha ao ar livre em comparação a ambientes com ar-condicionado, evidenciaram que o acesso ao conforto térmico e à proteção ambiental é também uma questão de direitos humanos e equidade social.

Conectando o aprendizado com a prática, o encontro lançou o desafio do “Mapa da Sombra”. A dinâmica propõe que os alunos atuem como cientistas cidadãos, registrando em fotos e medindo a variação de temperatura em diferentes pontos da escola, bairros, pontos de ônibus e calçadas.

A iniciativa está diretamente alinhada às metas da Agenda 2030, articulando múltiplos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao discutir o planejamento urbano e a vegetação como infraestrutura essencial, a ação fortalece o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), enquanto a abordagem sobre ilhas de calor e eventos extremos responde ao ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Mais do que isso, a inserção do debate sobre Justiça Climática traduz o compromisso com o ODS 10 (Redução das Desigualdades), garantindo que a sustentabilidade seja pensada a partir da inclusão e da proteção às populações mais vulneráveis.

Ao alinhar o conhecimento acadêmico com a vivência dos alunos, a ação reforça o compromisso da UEMA e de seus parceiros com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a construção de uma São Luís mais verde, justa e sustentável!

Por: Assessoria ODS/UEMA



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